blog do curso de Comunicação Empresarial do ISCAP
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sexta-feira, 6 de julho de 2007

Percepção e Realidade

A IMAGEM DA EMPRESA PODE ENEVOAR-SE SE O SECTOR DE COMUNICAÇÃO NÃO TRABALHAR PARA ASSEGURAR A TRANSPARÊNCIA.
Tom Kowaleski, World Business, Maio-Julho 2007, pág.11

As empresas incluem cada vez mais o responsável pela comunicação na direcção executiva. Em cerca de metade das 500 maiores empresas da Fortune, eles reportam ao director executivo. Isto levou à redefinição do papel tradicional daquilo que erea designado “relações públicas”. Deixou de ser um disseminador da informação criada pela liderança da empresa e passou a ser parceiro no desenvolvimento dos valores da empresa. Mas à medida que a divisão entre as responsabilidades da comunicação e as das outras funções da gestão começou a diluir-se, as relações entre ambas tornaram-se mais complexas e desafiantes.
A comunicação moderna proporciona uma janela para as percepções de todos os que estão envolvidos com a empresa, de empregados a clientes, de reguladores a críticos. Assimila a informação gerada por cada um deles e transforma-a em informação essencial para a gestão monitorizar o espaço entre a posição real da empresa e a percepção que os outros têm dela. A comunicação moderna pode ainda desenvolver outros canais de diálogo. Desde que bem feita, é inquisitiva, empenhada e trabalha continuamente para assegurar a transparência entre aquilo que a empresa transmite e o que realmente faz.
Valerie DiMaria, antiga responsável da Motorola Global Communications, está a liderar um grupo de maiores profissionais do sector para criar o livro branco desta matéria para a Arthur W. Page Society, o grupo mais avançado dos profissionais seniores de comunicação. “Estamos a fazer este trabalho porque observámos a tremenda mudança a decorrer na área da globalização. Isso está a forçar as empresas a repensar os canais tradicionais de comunicação para formas totalmente novas”, diz. “Com a explosão dos novos canais de envio de mensagens da Internet, quase todos podem funcionar da mesma forma. A função de comunicação tem de estar envolvida no apoio à gestão sénior para pôr todas as pessoas envolvidas com a empresa de acordo com as novas regras.”
A Internet permitiu ao mundo estar ligado em tempo real. Hoje vivemos numa rede de comunicação global onde qualquer pessoa, em qualquer lado, tem capacidade e poder para moldar percepções e tendências. Todos podem expressar diariamente o seu ponto de vista e ser escutados por milhões no instante seguinte. Os bloggers, uma vez considerados como um grupo à parte do jornalismo tradicional, funcionam actualmente como fracção importante do processo informativo. Como consequência, as empresas são chamadas à pedra de imediato quando as suas acções não correspondem às suas palavras. E quando isso não as pára, a resposta é imediata, directa, muitas vezes brutal em termos de avaliação e potencialmente devastadora para reputações cuidadosamente construídas ao longo de anos. A BP, cuja imagem ficou de rastos a seguir aos desastres do Alasca e do Texas, é um bom exemplo. Seja qual for a forma de avaliar, a BP fez um grande trabalho na definição de um posicionamento único, através da sua separação em relação ao que é vulgarmente designado “grande companhia petrolífera”. A execução desta estratégia foi impecável. O seu posicionamento, beyond petroleum [além do petróleo], é visual e apelativo. Foram gastos milhões a comunicar boas intenções e trabalhos bem feitos a uma lista impressionante de pessoas em todo o mundo. Foi um excelente trabalho, de qualquer forma, e estou seguro de que a equipa de comunicação teve papel importante nisso. Mas quando os acidentes no Alasca e no Texas ocorreram e implicaram a BP, tudo o que tinha sido construído caiu por terra. Uma poderosa rede de críticos e de pessoas envolvidas de alguma forma com a empresa, desde empregados a accionistas e órgãos de comunicação, juntaram forças para atacar a companhia por todo o lado.
Neste ponto o pessoal da comunicação pode, mais do que isso, deve aconselhar a gestão a entrar em conversações, a ouvir as críticas mais severas e admitir os problemas, para além de comunicar de forma clara as acções correctivas a tomar e relembrar a todos o grande trabalho feito até à data. Isso pode e deve providenciar a compreensão de que, por detrás de cada posição brilhante, há responsabilidade e acções credíveis. É evidente que a gestão pode ou não aceitar o conselho. Tendo em conta isto, poderia o grupo de comunicação da BP ter feito melhor após a ocorrência do facto? Talvez. Mas também o resto da gestão sénior o poderia ter feito. Poderia o grupo de comunicação ter alertado melhor a gestão sénior para as consequências do desastre? Sim. Mas também o poderiam ter feito outros que estivessem mais perto da acção, com melhor conhecimento sobre os perigos potenciais. Os grupos de comunicação poderão ter um papel mais influente nas empresas do que antes. Mas a responsabilidade de comunicar deve ser de todos os trabalhadores da empresa.

sábado, 9 de junho de 2007

Pragmática da Comunicação [I]

[a partir da leitura de Paula Ramalho Almeida com abordagem a diversos autores]


LINGUAGEM E [INTER]SUBJECTIVIDADE



"a linguagem ensina a própria definição do homem"

Émile Benveniste


Texto baseado na matéria leccionada na Disciplina de Teoria da Comunicação e Práticas Textuais com anotações diversas. Acerca da LINGUAGEM E [INTER]SUBJECTIVIDADE.


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O Ensino da História

História


ALGURES ENTRE HEGEL E POPPER

A necessidade de uma cultura histórica advém da possibilidade de serem estabelecidos parâmetros de conduta social que vão sendo aprendidos pela análise do passado. O estudo da história, se bem que impregnado de algum romantismo dado pelo carácter de um ou outro autor, é essencial à formação do Homem. A memória serve-nos de bitola para podermos determinar objectivos e estratégias, à falta de uma outra ferramenta que se possa considerar exacta para tal.
Não podemos, ainda assim, considerar a História como a forma preferencial de determinação do curso da Humanidade.

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sábado, 2 de junho de 2007

Pragmática da Comunicação - Conceito

Adriano Duarte Rodigues in "(Linguística e Comunicação) A Partitura Invisível - Para uma Abordagem Interactiva da Linguagem" (Lisboa, Edições Colibri, 2005) definiu o conceito de Pragmática da Comunicação.
Não querendo ser uma especialista (que não o sou, sou apenas uma estudante do tema, no âmbito da Comunicação Empresarial) resolvi fazer um pequeno resumo do texto deste autor, que, na minha modesta opinião, conseguiu definir a Pragmática da Comunicação de forma clara e que pode ajudar a entender este tema.

O termo pragmática é muitas vezes confundido com o termo prática. Ora nada como procurar a origem de uma palavra para conhecermos o seu verdadeiro significado.

De origem grega, o termo pragmática surgiu do substantivo "he pragma" (negócio, assunto), tem como significado "cuidado, o trabalho ou aplicação que se põe na confecção ou no fabrico de alguma coisa".

Tendo sido aplicado em várias áreas (desde o direito á filosofia, passando pela matemática), o termo pragmática, a partir de 1851, passou a denominar uma corrente filosófica norte-americana, encabeçada por William James e Charles S. Pierce, que defendia que "o valor prático de uma proposição é considerado como o critério da sua verdade ou, pelo menos, da sua aceitabilidade".

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Ah! pois... semiótica...

FILMES ISCAP.com APRESENTAM

UMA BREVE HISTÓRIA DA SEMIÓTICA

Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos #004

Paulo Querido é jornalista desde 1981, tendo sido agraciado com vários prémios [Prémio Jornalismo Raul Junqueiro APDC/Ericsson, Prémio Algarve/Imprensa, Prémio Gandula] e é colaborador permanente no Expresso após passagens pelo Gazeta dos Desportos, Diário Popular, Rádio Algarve, Correio Informático e Recortes.
A par da actividade jornalística, tem desenvolvido actividades como consultor de sistemas informáticos editoriais. Tem diversas publicações em livro: “Amizades Virtuais, Paixões Reais, a Sedução pela Escrita”, Co-autor do livro “Blogs”, Autor do livro “Homo Conexus – O Que Nos Acontece Depois De Nos Ligarmos à Internet”, Co-autor da obra “O Futuro da Internet”, Co-autor do livro “O Fundamental do CorelDraw”. Tem sido orador e apresentador nos mais diversos eventos relacionados com informática e Internet.
Cria a primeira rede editorial de blogues [http://tubaraoesquilo.pt/]. Membro do Grupo de Alto Nível da Associação para a Promoção e Desesenvolvimento da Sociedade da Informação, Formador na área do jornalismo online ao serviço do Observatório de Imprensa, Fundador do projecto weblog.com.pt, web-activista, participação em diversos projectos; Faz primeira entrevista transatlântica utilizando a Internet (João Cabeçadas, circum-navegador, para o Expresso) (1989); Editor do primeiro suplemento regular de informática da Imprensa portuguesa, Bit-bit (Diário Popular), em 1984/85. Fundador e director da inovadora BBS “A Rede”, onde lançou a primeira edição digital europeia na Internet de um orgão de comunicação social (o semanário Blitz). Responsável pelo primeiro título português com edição simultânea no papel e na Internet (o jornal Correio Informático/Computerworld, de que era Chefe de Redacção). Fundador da primeira empresa gráfica totalmente assente nas novas tecnologias (Cibergráfica). Mantém o blog "Mas Certamente Que Sim!".
Para o Paulo, o nosso abraço e agradecimentos.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos #003

[imagem: autor desconhecido]

Rich Brooks é presidente da Life New Media, uma companhia de Internet Marketing e Web Design. Neste pequeno artigo demonstra-nos alguns dos mitos que continuam a impedir os gestores de apostarem nesta ferramenta, o blog. A ler, do mesmo autor, os artigos "The 11 Biggest Mistakes Small Business Bloggers Make", "10 Questions To Ask Befor Setting Up A Web Site" e "The Secret to a Web Site That Sells". Como curiosidade, hão-de reparar que o nome do site da Life New Media ostenta o título "You Don't Need A Web Site"...

Lógica relacional humana e conceitos de comunicação [II]

[imagem: Seagram]
Adaptado de "Habilidades en Salud Mental", edição de Março de 2005, por JA Barbado Alonso, JJ Aispiri Diaz, PJ Cañones Garzón, A Fernández Camacho, F Gonçalves Estella, JJ Rodríguez Sendín, I De la Serna de Pedro, JM Solla Camino.
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DIMENSÃO PRAGMÁTICA DA COMUNICAÇÃO
A IMPOSSIBILIDADE DE NÃO COMUNICAR
OS NÍVEIS: INFORMATIVO E RELACIONAL
OS CANAIS: DIGITAL E ANALÓGICO
AS INTERACÇÕES: SIMÉTRICA E COMPLEMENTAR
PONTUAÇÃO DA SEQUÊNCIA INTERACTIVA
REDUNDÂNCIA E RUÍDO
A MENSAGEM DEPENDE DO RECEPTOR

Este Fritz...

Esperemos que as aulas nos venham a fazer mais jeito...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Manuais de Instruções

Assim se afirma a vocação de SERVIÇO PÚBLICO no Comunicação Empresarial.
Abaixo, dois saborosos manuais que nos chegam via eCuaderno: um para telefones, outro para livros. Um e outro a fazer jeito a muito boa gente...


Lógica relacional humana e conceitos de comunicação [I]

Adaptado de "Habilidades en Salud Mental", edição de Março de 2005, por JA Barbado Alonso, JJ Aispiri Diaz, PJ Cañones Garzón, A Fernández Camacho, F Gonçalves Estella, JJ Rodríguez Sendín, I De la Serna de Pedro, JM Solla Camino.
Os links e expressões a bold são da responsabilidade de CJT.
[imagem: Luísa Ferreira]


CONCEITOS DE COMUNICAÇÃO HUMANA

COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL

DIFERENÇAS ENTRE COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO-VERBAL

ELEMENTOS DE COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL

[LER MAIS]

Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos #002

Zita Romero é a Coordenadora do Curso de Comunicação Empresarial do ISCAP e, amavelmente, acedeu ao nosso convite para nos deixar uma breve opinião acerca do tema em curso.
Para ela o nosso abraço e agradecimentos.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos #001

José Orihuela é professor na Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra [Pamplona, Espanha] e autor do livro "A Revolução dos Blogs" [La Esfera de Los Libros, Madrid, 2006]. É autor dos blogs eCuaderno.com impulsionador da rede de blogs minoic.net.

Simpaticamente acedeu ao nosso convite, enviando o texto abaixo que confiamos não necessitar de tradução.

Daqui, o nosso abraço e agradecimentos.

Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos

E porque a imensa rede de Blogs serve para uma coisa muito interessante, a PARTILHA DE INFORMAÇÃO, o Comunicação Empresarial resolveu solicitar a alguns dos nomes mais conhecidos do meio e que tratam da Internet e da Blogosfera sob o ponto de vista comunicacional na sua vertente mais abrangente ou naquela mais dedicada às organizações, um ponto de vista acerca do papel desta ferramenta no âmbito da Comunicação Institucional ou de Organizações.
Dai que o primeiro post esteja já pronto e saia já a seguir.

domingo, 27 de maio de 2007

Wear Sunscreen!

A lembrar a aula de Inglês em torno dos modelos e noções de sucesso. O que é o sucesso, o que significa tê-lo. Como conseguí-lo.
Por mim, ofereço-vos um vídeo com a adaptação da abertura do discurso de Baz Luhrman [sim, o do "Moulin Rouge"] e legendado em brasileiro.

sábado, 26 de maio de 2007

"É a vida!" - A sombra branca do irreal imperceptível

[imagem: autor desconhecido]
A citação de John Gray acerca do papel dos media na construção da consciência, na altura inscrita a propósito da utilização de meios de comunicação e da inteligência artificial levou-me, mal a tinha escrito, a pensar no texto de José Gil, texto que abre o livro Portugal, Hoje - O Medo de Existir.

Este texto, reproduzido abaixo, leva-nos a pensar numa nova forma de apreensão da realidade, nas novas convenções, frutos da incessante actividade mediática. A superprodução de informação, a banalização da tragédia, o contraponto da boa disposição de fim de noticiário que nos leva a pensar que, afinal de contas, tudo está como devia ser, tudo é equilíbrio natural, que tudo há-de entrar nos eixos enquanto houver luz ao fundo do túnel, enquanto houver uma cria de panda que nasce e que é noticiada após todas as tragédias humanas. É uma análise exaustiva e controversa da sociedade de informação e da sociedade consumidora de informação e das implicações sociais e governativas do alheamento e do desfazamento entre a realidade e o tempo presente.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Às voltas com a consciência e Brutus 1

"Na pré-história evolutiva, a consciência aparece como um efeito secundário da linguagem. Hoje, é um subproduto dos média."
John Gray, Sobre Humanos e Outros Animais, Asa Editores, Lisboa, 2007
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A citação acima irá talvez parecer despropositada quando tivermos chegado ao final deste post. Poderíamos facilmente encaixá-la numa outra situação qualquer, como num texto de José Gil que será aqui reproduzido e que tem a ver, realmente, com a profunda influência dos média nas consciências - individual e colectiva.
Ao falarmos em consciência e média, pensamos de imediato em coisas como as convenções reinantes acerca de novas formas de apreensão da realidade - daí o José Gil - , falamos de comunicação. Mas falamos sempre da comunicação como tendo, no mínimo, um emissor e um receptor. No mínimo, pensamos na comunicação com um propósito, definido ou não, mas consideramos ser esta algo dependente, pelo menos, de uma qualquer programação que obedece a um objectivo: o exemplo de um semáforo que, não sendo consciente, emite sinais dirigidos a receptores que têm a capacidade de os descodificar segundo as convenções existentes. Sinais programados por alguém cujo propósito é o de regular o tráfego.
O que pretendo dizer é simples: o acto de comunicar pressupõe um nível de consciência que, por "básico" que seja, define o teor e o objectivo da mensagem. São palavras minhas e naturalmente sujeitas a correcção [ah! pois! a caixa de comentários...]
E a minha confusão começa aqui:

Qualquer um pode escrever?

[imagem: autor desconhecido]
A iniciar as hostilidades, deixo por cá a segunda parte de um texto de Luís Carmelo, intitulado "Qualquer um pode escrever? Técnica ou imaginação?", resultado da reflexão em torno das questões propostas pela conferência com o mesmo nome e com textos integrais disponíveis no BOCC e no Recensio. As expressões a negrito e a itálico, os hyperlinks e a imagem são da responsabilidade de CJT.