blog do curso de Comunicação Empresarial do ISCAP
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segunda-feira, 30 de julho de 2007

Lobby - O Palavrão Maldito

Agora diz-se “lóbi”. Mas eu prefiro continuar a utilizar a expressão antiga, a inglesa, dado o seu significado remeter de imediato para corredor - ou os negócios que se fazem neste.
Conforme explica o Bruno Amaral, a actividade de lobbying é exercida por uma empresa que representa, junto das instâncias legislativas, os interesses dos grupos de pressão. Grupos de pressão, uma outra expressão maldita, são qualquer agrupamento interessado na promulgação, adaptação, alteração de uma lei cuja acção sobre esta possa fazer reverter resultados positivos para esse mesmo grupo. Embora possamos já estar a imaginar coisas obscuras, convém esclarecer que, conforme aponta Luís Paixão Martins, estes grupos de pressão podem ser Associações, Ordens, Sindicatos, etc., e não necessariamente apenas empresas com interesses comerciais.
Contrariamente ao que é geralmente pensado, creio que a entrada de empresas de lobbying nos corredores da Assembleia e da Administração Pública em geral contribui para a transparência do processo, desde que a sua actividade seja devidamente autorizada, acreditada e documentada. Por oposição, a falta destes agentes permite a tal obscuridade das influências sem registo do que quer que seja, mesmo em casos de os grupos de pressão serem instituições de carácter público.

sábado, 9 de junho de 2007

[Recursos] WordPress #0001

Se acederem AQUI verão a aparecer isto:

Hoje iniciamos a volta pelo Wordpress. Assim poderemos comparar a par e passo as diferenças e semelhanças entre as duas plataformas de blogs mais utilizadas.
O WordPress que iremos abordar será o WordPress.com, o mais utilizado por se tratar de um "Ready made" e ser gratuíto. Existe um outro, o WordPress.org que exige um domínio e alojamento próprios mas isso ficará lá para a frente, muito para a frente.

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Escola Virtual de Jornalismo?

A chegar via Ponto Media, o vídeo do jogo "Global Conflict: Palestine" que pretende dar uma visão sobre a actividade de um repórter em situação de guerra, com todas as dúvidas e incertezas, todas as objectividades e ambiguidades. Virtual, asséptico, é no entanto um bom exercício para vermos o que resta de tudo o que testemunhamos quando as coisas são publicadas em forma de notícia, na rádio, televisão ou imprensa escrita, quando a tecla "delete" já não está presente.

The title is a learning tool aimed at students aged 13 to 19 as well at those who want to gain a better insight in to news from the Middle East and, with BBC News reporter Alan Johnson’s continued detention in Gaza keeping the Israel-Palestine issue in the headlines, could even find some use in journalism classrooms.

Não ensina mas ajuda a entender.

Ainda o Estado da Nação ISCAP.com

Tinha escrito no post acerca do novo site do ISCAP que "Não se compreende pois que a página da Associação de Estudantes esteja em domínio próprio. Suponho que seria muito mais engraçado ver a página no domínio iscap.ipp.pt e as suas novidades na página principal.
Isto, claro está, para nem falar nos blogs de cursos...
"
Se leram o post "Estado da Nação ISCAP.com" hão-de ter reparado que, afinal de contas, isto tem alguma razão de ser. Não fosse isso e não teríamos recebido já dois convites - um nacional e outro extra-nacional - para nos juntarmos a redes de blogs que, de forma explícita um e de forma mais implícita outro, repararam na temática e no desenvolvimento desta "brincadeira" e resolveram oferecer a oportunidade de vermos este blog ir mais longe.
Consideradas as ofertas e agradecidas as ofertas, escusamo-nos a aceitá-las pois cada uma delas rentabilizava o blog monetariamente. Isso não está nos objectivos deste blog pois trata-se de um blog comunitário, de SERVIÇO PÚBLICO e, ainda por cima, transcreve textos de autores externos que contribuem sem acesso a parte desse rendimento.
Sabemos que a rentabilidade de um blog não vai mais além que o suficiente para o pagamento de um domínio e alojamento. Esse domínio e alojamento são, no entanto, garante de independência de Blogger, Wordpress e demais plataformas. Permitem uma identidade individual, a afirmação do crédito dado ao seu conteúdo e, se nem tanto, pelo menos um nome na praça que não é conotado como "mais um".
Não se compreende, portanto, que espaços como o da Associação de Estudantes, Sempre ISCAP, Comunicação Empresarial, ISCAP.com, Marketing ISCAP [R.I.P] - que disponibilizava espaço para publicidade!, não obtivessem lugar no domínio do iSCAP e fossem perecendo uns e sobrevivendo outros com as dificuldades inerentes à falta de visibilidade [ou de conteúdos].
Se fizermos neste momento uma pesquisa via Google pelo acrónimo ISCAP verificaremos que, logo após os sites institucionais, o que nos aparece são os blogs ISCAP.com [principal e "textos"] e o Sempre ISCAP, seguidos de perto pelo aeISCAP.
Isto é sintomático da visibilidade dos blogs referidos, visibilidade que poderia ser muito maior se existisse o apoio das entidades envolvidas, quer no sentido de providenciarem alojamento [ou, pelo menos, coisa mínima, irrisória, vulgar - um link...] no domínio ISCAP.ipp.pt para os referidos espaços.
Creio que ficaríamos todos a ganhar.

sábado, 2 de junho de 2007

[Recursos] Blogger #0001

Para ser sincero, escolhi o Blogger/BlogSpot como ferramenta de publicação por este ser mais popular e "user friendly" que outras plataformas. Na realidade, esta plataforma é bastante simples de utilizar. Não exige conhecimentos de html, xml ou css e o painel wysiwyg é de fácil utilização. O sistema de upload de imagens é imediato e não exige upload destas em servidor, podendo ser feito directamente do disco rígido.
Quanto à personalização do blog, esta pode ser facilmente efectuada por meio de arrastamento de modulos e os templates e skins que o Blogger oferece gratuitamente servem perfeitamente para o efeito. A adaptação do xml e html é fácil e não exige muitos conhecimentos.
Para blogs como este, que são feitos por diversos elementos com diferentes graus de conhecimento e utilização desta ferramenta, é o ideal para começar.
Mais tarde havemos de falar dos WordPress [.com e .org], as minhas plataformas de eleição. Espero um dia estar a importar estes ficheiros para lá...
Enquanto isso não acontece, cá vai uma ligeira explicação acerca do Blogger:

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos #004

Paulo Querido é jornalista desde 1981, tendo sido agraciado com vários prémios [Prémio Jornalismo Raul Junqueiro APDC/Ericsson, Prémio Algarve/Imprensa, Prémio Gandula] e é colaborador permanente no Expresso após passagens pelo Gazeta dos Desportos, Diário Popular, Rádio Algarve, Correio Informático e Recortes.
A par da actividade jornalística, tem desenvolvido actividades como consultor de sistemas informáticos editoriais. Tem diversas publicações em livro: “Amizades Virtuais, Paixões Reais, a Sedução pela Escrita”, Co-autor do livro “Blogs”, Autor do livro “Homo Conexus – O Que Nos Acontece Depois De Nos Ligarmos à Internet”, Co-autor da obra “O Futuro da Internet”, Co-autor do livro “O Fundamental do CorelDraw”. Tem sido orador e apresentador nos mais diversos eventos relacionados com informática e Internet.
Cria a primeira rede editorial de blogues [http://tubaraoesquilo.pt/]. Membro do Grupo de Alto Nível da Associação para a Promoção e Desesenvolvimento da Sociedade da Informação, Formador na área do jornalismo online ao serviço do Observatório de Imprensa, Fundador do projecto weblog.com.pt, web-activista, participação em diversos projectos; Faz primeira entrevista transatlântica utilizando a Internet (João Cabeçadas, circum-navegador, para o Expresso) (1989); Editor do primeiro suplemento regular de informática da Imprensa portuguesa, Bit-bit (Diário Popular), em 1984/85. Fundador e director da inovadora BBS “A Rede”, onde lançou a primeira edição digital europeia na Internet de um orgão de comunicação social (o semanário Blitz). Responsável pelo primeiro título português com edição simultânea no papel e na Internet (o jornal Correio Informático/Computerworld, de que era Chefe de Redacção). Fundador da primeira empresa gráfica totalmente assente nas novas tecnologias (Cibergráfica). Mantém o blog "Mas Certamente Que Sim!".
Para o Paulo, o nosso abraço e agradecimentos.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Manuais de Instruções

Assim se afirma a vocação de SERVIÇO PÚBLICO no Comunicação Empresarial.
Abaixo, dois saborosos manuais que nos chegam via eCuaderno: um para telefones, outro para livros. Um e outro a fazer jeito a muito boa gente...


Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos #002

Zita Romero é a Coordenadora do Curso de Comunicação Empresarial do ISCAP e, amavelmente, acedeu ao nosso convite para nos deixar uma breve opinião acerca do tema em curso.
Para ela o nosso abraço e agradecimentos.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos #001

José Orihuela é professor na Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra [Pamplona, Espanha] e autor do livro "A Revolução dos Blogs" [La Esfera de Los Libros, Madrid, 2006]. É autor dos blogs eCuaderno.com impulsionador da rede de blogs minoic.net.

Simpaticamente acedeu ao nosso convite, enviando o texto abaixo que confiamos não necessitar de tradução.

Daqui, o nosso abraço e agradecimentos.

Internet e Blogs - A Palavra aos Entendidos

E porque a imensa rede de Blogs serve para uma coisa muito interessante, a PARTILHA DE INFORMAÇÃO, o Comunicação Empresarial resolveu solicitar a alguns dos nomes mais conhecidos do meio e que tratam da Internet e da Blogosfera sob o ponto de vista comunicacional na sua vertente mais abrangente ou naquela mais dedicada às organizações, um ponto de vista acerca do papel desta ferramenta no âmbito da Comunicação Institucional ou de Organizações.
Dai que o primeiro post esteja já pronto e saia já a seguir.

E acerca dos Blogs?


Tem sido uma pergunta feita nos mais variados lugares. Aparentemente os especialistas que estiveram presentes nas sessões promovidas pelo ISCAP - nas de Comunicação Empresarial e no Isculturap - desvalorizam esta ferramenta como meio de trabalho. Quanto a mim [e mais meia dúzia de milhões de pessoas], isso é um erro crasso.

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sábado, 26 de maio de 2007

"É a vida!" - A sombra branca do irreal imperceptível

[imagem: autor desconhecido]
A citação de John Gray acerca do papel dos media na construção da consciência, na altura inscrita a propósito da utilização de meios de comunicação e da inteligência artificial levou-me, mal a tinha escrito, a pensar no texto de José Gil, texto que abre o livro Portugal, Hoje - O Medo de Existir.

Este texto, reproduzido abaixo, leva-nos a pensar numa nova forma de apreensão da realidade, nas novas convenções, frutos da incessante actividade mediática. A superprodução de informação, a banalização da tragédia, o contraponto da boa disposição de fim de noticiário que nos leva a pensar que, afinal de contas, tudo está como devia ser, tudo é equilíbrio natural, que tudo há-de entrar nos eixos enquanto houver luz ao fundo do túnel, enquanto houver uma cria de panda que nasce e que é noticiada após todas as tragédias humanas. É uma análise exaustiva e controversa da sociedade de informação e da sociedade consumidora de informação e das implicações sociais e governativas do alheamento e do desfazamento entre a realidade e o tempo presente.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Às voltas com a consciência e Brutus 1

"Na pré-história evolutiva, a consciência aparece como um efeito secundário da linguagem. Hoje, é um subproduto dos média."
John Gray, Sobre Humanos e Outros Animais, Asa Editores, Lisboa, 2007
.
A citação acima irá talvez parecer despropositada quando tivermos chegado ao final deste post. Poderíamos facilmente encaixá-la numa outra situação qualquer, como num texto de José Gil que será aqui reproduzido e que tem a ver, realmente, com a profunda influência dos média nas consciências - individual e colectiva.
Ao falarmos em consciência e média, pensamos de imediato em coisas como as convenções reinantes acerca de novas formas de apreensão da realidade - daí o José Gil - , falamos de comunicação. Mas falamos sempre da comunicação como tendo, no mínimo, um emissor e um receptor. No mínimo, pensamos na comunicação com um propósito, definido ou não, mas consideramos ser esta algo dependente, pelo menos, de uma qualquer programação que obedece a um objectivo: o exemplo de um semáforo que, não sendo consciente, emite sinais dirigidos a receptores que têm a capacidade de os descodificar segundo as convenções existentes. Sinais programados por alguém cujo propósito é o de regular o tráfego.
O que pretendo dizer é simples: o acto de comunicar pressupõe um nível de consciência que, por "básico" que seja, define o teor e o objectivo da mensagem. São palavras minhas e naturalmente sujeitas a correcção [ah! pois! a caixa de comentários...]
E a minha confusão começa aqui: